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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Imploro sozinho

Que fraqueza, nem sei porque eu ainda sorrio com isso. Tem horas que imploro sozinho e calado por um minuto de atenção dos meus, que de meus só tenho a certeza de serem sangue do meu sangue, devo ser muito carente por estar sempre a espera desse minuto utópico.

Me entristeço e ao mesmo tempo alegro-me em ver que a cada dia que passa eu evoluo mais, passo a não sofrer por essa ausência,  e me entristeço pois a cada dia eu enxergo menos os meus familiares e passo a conviver comigo mesmo, eis a questão sozinho passamos a conviver com nossa imagem refletida em nosso interior.

Mas quem somos realmente?
somos agradáveis a nós mesmos?
Que caminho tomar para nos tornar a companhia ideal a nós mesmos?

O fato é que é preciso se desvincular do nosso ninho, cortar o cordão umbilical pela segunda vez pode ser ainda mais doloroso que o corte físico no ato do nascimento, mas os benefícios são muitos e o que nasce a partir desse ato só depende de nós mesmos. 

Tomo o exemplo dos grandes, fazendo com colcha de retalhos o meu ideal, sempre guiado por minha essência, o que resta do que fui e o que rege o que serei no futuro, sempre certo de um propósito que eu não conheço, mas que sei estar sendo preparado a ele... 

Enfim, aceitar meus conflitos e construir-me a partir deles é o que me resta... 

domingo, 9 de outubro de 2016

A dor.

A maior das dores nunca será a dor física, ao lado delas sempre virão os conflitos psicológicos que só quem já passou poderá entender... MAS, há um lado bom em tais conflitos, superados nos tornam mais fortes e essa superação não depende de amigos, cabe a nós aprendermos e organizarmos toda a bagunça que fica após a tormenta...


Quem me ver hoje jamais vai poder imaginar tudo o que eu passei para chegar até aqui, mas não digo chegar ao posto que estou e sim para estar vivo e superar todos os conflitos internos que passei. Hoje eu sei e afirmo com certeza a DOR que se sente sem feridas é a maior das dores, essa não deixa marcas visíveis, não dá alerta de existência, essa ferida atinge o mais íntimo do ser. 



Mas não podemos pela dimensão dessa dor a rotular como uma dor ruim, é uma dor relativa, pois pode ser convertida em sabedoria a depender de como escolhemos enxergá-la. Ao passar de uma tormenta em nossas vidas sempre restará  a opção de reconstruir de forma mais organizada e de fácil compreensão para nós mesmos, sem contar que superando uma barreira somente uma maior para nos surpreender.



Quando falo que sei o que é dor as pessoas não entendem, mas, é da dor psicológica que eu falo.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Flor de laranjeira


Em meio a prédios, pontes e favelas me vejo fora daquela
que sempre foi a minha terra, perdido desnorteado tentando me encontrar
mas quando menos espero uma bela flor eu fui achar
não é a mesma flor que se cultiva na cidade
era como flor do campo, perdida naquele lugar
por toda aquela terra pode qualquer um procurar
lá não irá encontrar, pois ela é a flor mais bela que por lá vai se achar.

Sua beleza não para em sua feição
por que para completar se a fundo vós entrar vai ver a imensidão
ela por ser de laranjeira mais parece flor de mandacaru
porém se a fundo entrar verá que vai encontrar
Muito mais que sua feição
Verá que seu interior  é comparável a flor mais bela
Verá também que feito a mais frágil flor
Delicadeza via encontrar naquela imensidão.

Por trás daquela feição com requintes de rusticidade
encontra-se uma bela flor delicada que só ela,
para toca-la é preciso muito cuidado, é flor rara e preciosa
quem achar uma bela dessas aprenda
não seja égua, de deixar feito um tolo de escutar os rela dela.

Dessa flor não se cultiva é feita um dom de Deus
uma vez em uma vida, se encontrar uma flor dessas
dê sua vida por concluída e busque viver com ela
é flor de laranjeira cheirosa feito ela, formosa, sabida e simples, é ela a flor mais bela.

RASCUNHO

Viver por Viver!

Se um dia eu perguntar por onde andei, direi que divaguei pelos becos e vielas estreitos que é o meu interior, vagando perdido, sem rumo e buscando um alguém que outrora conheci. Esse alguém um jovem de futuro promissor, educado e guiado pela retidão, criança de gênio curioso que estava sempre a tentar desvendar mistérios da natureza.

Agora adulto, segue preso dentro de um corpo alheio dominado por um estranho que nem sequer cuida de sua morada, esse garoto ainda segue preso e ainda clama por libertar-se; digo que não está longe, visto que seu hóspede já não tem interesse em sua carcaça simplória, creio que quando esse jovem ganha forças e luta, é o pequeno quem toma as rédeas de seu corpo e tenta colocá-lo no caminho.

Amanhã é um novo dia, e creio eu estarei mais próximo de voltar a ser quem fui um dia, devia ter evoluído aquele jovem e não ter entrado em sucessivos períodos de construção. Vivi uma vida mutável e pouco estável, visto que em cada batalha eu eliminava todos os que não me impulsionavam, todos os que se faziam figurantes em minha vida.

Não são de figurantes que precisamos em nossas vidas, precisamos de pessoas reais, pessoas que vivem e que fazem questão de te colocar em vida como um "ser vivo". Vemos todos em nossa volta seguindo um fluxo, levados por uma correnteza, onde não sabemos se vivem a vida ou se a vida os vive.

Afinal, vivemos a vida por viver ou pela vida?


Será que realmente vivemos a vida pela vida, ou simplesmente para não correr riscos tentando remar contra um fluxo de interesses impostos, por um padrão firmado em um ciclo de tendências e costumes sociais!

Como seria se experimentássemos nadar contra a maré, talvez seria como o ser que conseguiu se libertar da caverna de Platão, veria um novo mundo, no qual para o libertado seria um mundo melhor e para os padrões seria mais um louco vivendo diferente de como vive todos, seria um novo grupo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

O mar

De frente ao mar deixamos para trás todos os nossos pensamentos e pertubações, estamos em uma fronteira, divisa de mundos, ecótono de energias. A frente do mar nos vemos de frente com Deus, entramos em ligação com o mar e nos colocamos a sossegar entrar em ritmo com aquele imenso mar e toda a dinâmica daquelas águas. Assim, com a mente mais sossegada, podemos buscar respostas no coração, achar um ponto de equilíbrio entre nossos conflitos internos.

sábado, 18 de junho de 2016

Aquele olhar...

Triste é saber que aquele olhar não mirava lentes, não buscava através das lentes atingir aquele que mesmo distante, está, a pensar constantemente em um olhar que nunca teve na sua mais forte solidez... sempre filtrado por uma lente, sem o calor e sem união com sentidos além da visão.

Mas, olhando bem e conhecedor da profundidade de seu olhar, algo me levou a crer que aquele olhar mirava lentes... não tinha calor, não transpunha ao observador um sentimento, tinha até um leve tom melancólico.

O sorriso é enganador, nos serve de escudo quando não estamos completos... ele atrai olhares, para disfarçar seu olhar.

Os olhos nunca mentem, são janelas para o íntimo.
Os olhos quando tristes não casam com sorrisos... 
O olhar só combina sem estranhez, com o sorriso sincero e profundo...
O olhar...

sábado, 4 de junho de 2016

Sem medo de amar!!!

Só as crianças sabem o que procuram...

Quando adultos não sabemos o que queremos e o que seremos na vida das pessoas. Só as crianças sabem o que procuram, pois, tem no coração a inocência, o que as fazem amar e serem amadas, sem medo de ser feliz... Quando velhos perdemos a inocência, e por medo, as vezes deixamos de viver a plenitude de momentos únicos, pessoas únicas e histórias completamente mais intensas que as nossas atuais lembranças.

     Só as crianças sabem o que procuram...

            Na sua inocência seguem sem medo, vivem em intensidade.

                            Vivemos como adultos, mas, deveríamos amar feito crianças...

                                                                                          ...só as crianças sabem o que procuram.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos...

Como que amizade de infância, daquelas amizades marotas que guardam no coração um misto de amor e irmandade... Daqueles laços, quase que um nó dado entre almas.

Almas que mesmo sem nunca terem se visto se reconhecem em meio a multidão da capital, uma relação que vai muito além de uma simples passagem, que uma simples página escrita, onde o autor põe a estrela para apenas fazer uma breve passagem especial, uma única cena em uma história de vida...

Existem diversos tipos de amores. E quem disse que para ser amor tem de existir uma aliança!?

A nossa aliança é ainda maior, posto que pode ter sido frágil para separar o carnal, mas, o nó que foi dado antes mesmo de trocarmos duas palavras, antes mesmo de escutarmos o som da voz um do outro essa aliança é inexplicável.

Te ver partir é como que ver alguém cortar um nó cego e saber que pedaços de ambas as partes se perdem nesse corte... O que restaria seriam lembranças e cicatrizes para ambos os lados.

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos... "altos castelos".

Mas, se alguém me perguntar porque mudei, direi que sim, mudei, e foi aquela menina que "brincava comigo na pracinha tomando banho de mangueira" que me pôs diante de mim mesmo, e me fez refletir e entender o valor das palavras... O valor de um sentimento, o valor do "serumano" e provou que os vergões das feridas purificam o homem, e os açoites o mais íntimo do corpo.

Conseguiste atingir o mais íntimo do meu corpo, a ponto de deixar marcas na minha história que me conduzirão daqui em diante.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Deixe-me ir preciso andar...

E quando a força para ficar é maior que a vontade de partir, preciso partir a me encontrar, preciso rir para não chorar; porém a força que me prende onde eu estou supera a minha coragem de partir. Tenho medo de que os motivos que dei para que partisse sejam mais fortes que os que dei para que me aceitasse quando eu voltar.

Mas, é fato que preciso andar. Ir por aí a procurar, rir para não chorar.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Perdido na mente...

Estranho é quando temos a capacidade para algo, e mesmo assim nos vemos incapacitados de organizar nossos pensamentos, assim, estamos constantemente misturando ideias, falas entre outras lembranças; as vezes até sonhos se misturam com a realidade.
A única certeza é que temos de real o presente, o exato momento em que estamos vivendo. É como se toda lembrança se perdesse em nossa mente, tornando difícil separar o real do abstrato; o passado e o presente estão intimamente ligados inconscientemente.

O que se sente é, como seus próprios pensamentos te entorpecessem, o colocando em estado inerte para a vida. 

sábado, 28 de maio de 2016

"Serumano"

Sou um ser humano e em criação, como tal, trago em mim as mazelas, lapsos da humanidade.
É, triste!
Mas, para toda falha haverá alguém com olhar de perito, muitos podem ignorá-la, mas, chegará aquele que seu olhar e seu caráter crítico não deixará passar a chance de nos pôr diante de nós mesmos.

Aquele que nos açoita com a verdade merece reconhecimento, luto por tal pessoas como luto por minha vida. Choque é quando alguém me põe diante de meus próprios defeitos.

É como estar diante da luta dos dois lobos, que cada ser tem dentro de si, e não ter a certeza de que o lado bom é o que você mais alimenta, é ver suas falhas e se sentir impotente em corrigi-las...



D.C,, És com toda certeza "a garota mais incrível que eu já conheci", Obrigado por fazer parte de minha vida, existe um "serumano" antes, e depois de você outro serumano mais humano!

Um obrigado que talvez ela nunca vá ler, mas, se ler e reconhecer que fui eu, é saiba, eu não consegui passar a melhor imagem de mim, mas, você me colocou mais próximo do que eu fui um dia e que eu pretendo voltar a ser.







quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A solidão em meio a multidão.

A solidão em meio a multidão.

Triste realidade do convívio entre as pessoas nos tempos atuais, antigamente o contato era necessário e muitas vezes única opção para as pessoas manterem um convívio.

Os tempos mudaram e o que vemos é um retrocesso e não uma evolução globalizada da forma de conviver.

Conviver em um de seus significados é "viver em proximidade".

Já não vejo mais essa proximidade, pois, até quando vejo grupos de amigos reunidos, podemos observar que muitos deles estão presos em seus mundos pessoais, presos na própria palma da mão.

 Como uma pessoa pode viver em um mundo onde as pessoas já não são humanas!? Hoje vivemos em uma sociedade "virtual", onde cada um vive isoladamente em seu Smartphone... Cadê aquele contato que envolve sentidos que vão além da visão(filtrada pelo display onde as expressões são dadas por emoticons). Como saber o que realmente uma pessoa está passando!? Hoje em dia as pessoas já não olham nos olhos, não se abraçam..., não fazem muita questão em manter contato com os seus.

Eu abro mão de toda essa globalização infernal por um pouco de contato, por apenas um dia, em que as pessoas realmente buscassem estarem próximas daqueles que realmente "amam".

Posso está sendo egoísta, e até estar excluindo minha parcela de culpa ou minha fraqueza em não tentar ser diferente de todos aqueles que me rodeiam.

Não sei se é um ponto de vista isolado sobre os hábitos dessa geração, "GERAÇÃO IOS"...

Leiam: Sl 108.12.13, Sl 27.7-14, Pv 20.30...

Palavras chaves: Sociologia, Filosofia, Pensamento, Sociedade, Nova geração, Mal do século.

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