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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Flor de laranjeira


Em meio a prédios, pontes e favelas me vejo fora daquela
que sempre foi a minha terra, perdido desnorteado tentando me encontrar
mas quando menos espero uma bela flor eu fui achar
não é a mesma flor que se cultiva na cidade
era como flor do campo, perdida naquele lugar
por toda aquela terra pode qualquer um procurar
lá não irá encontrar, pois ela é a flor mais bela que por lá vai se achar.

Sua beleza não para em sua feição
por que para completar se a fundo vós entrar vai ver a imensidão
ela por ser de laranjeira mais parece flor de mandacaru
porém se a fundo entrar verá que vai encontrar
Muito mais que sua feição
Verá que seu interior  é comparável a flor mais bela
Verá também que feito a mais frágil flor
Delicadeza via encontrar naquela imensidão.

Por trás daquela feição com requintes de rusticidade
encontra-se uma bela flor delicada que só ela,
para toca-la é preciso muito cuidado, é flor rara e preciosa
quem achar uma bela dessas aprenda
não seja égua, de deixar feito um tolo de escutar os rela dela.

Dessa flor não se cultiva é feita um dom de Deus
uma vez em uma vida, se encontrar uma flor dessas
dê sua vida por concluída e busque viver com ela
é flor de laranjeira cheirosa feito ela, formosa, sabida e simples, é ela a flor mais bela.

RASCUNHO

Viver por Viver!

Se um dia eu perguntar por onde andei, direi que divaguei pelos becos e vielas estreitos que é o meu interior, vagando perdido, sem rumo e buscando um alguém que outrora conheci. Esse alguém um jovem de futuro promissor, educado e guiado pela retidão, criança de gênio curioso que estava sempre a tentar desvendar mistérios da natureza.

Agora adulto, segue preso dentro de um corpo alheio dominado por um estranho que nem sequer cuida de sua morada, esse garoto ainda segue preso e ainda clama por libertar-se; digo que não está longe, visto que seu hóspede já não tem interesse em sua carcaça simplória, creio que quando esse jovem ganha forças e luta, é o pequeno quem toma as rédeas de seu corpo e tenta colocá-lo no caminho.

Amanhã é um novo dia, e creio eu estarei mais próximo de voltar a ser quem fui um dia, devia ter evoluído aquele jovem e não ter entrado em sucessivos períodos de construção. Vivi uma vida mutável e pouco estável, visto que em cada batalha eu eliminava todos os que não me impulsionavam, todos os que se faziam figurantes em minha vida.

Não são de figurantes que precisamos em nossas vidas, precisamos de pessoas reais, pessoas que vivem e que fazem questão de te colocar em vida como um "ser vivo". Vemos todos em nossa volta seguindo um fluxo, levados por uma correnteza, onde não sabemos se vivem a vida ou se a vida os vive.

Afinal, vivemos a vida por viver ou pela vida?


Será que realmente vivemos a vida pela vida, ou simplesmente para não correr riscos tentando remar contra um fluxo de interesses impostos, por um padrão firmado em um ciclo de tendências e costumes sociais!

Como seria se experimentássemos nadar contra a maré, talvez seria como o ser que conseguiu se libertar da caverna de Platão, veria um novo mundo, no qual para o libertado seria um mundo melhor e para os padrões seria mais um louco vivendo diferente de como vive todos, seria um novo grupo.

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