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terça-feira, 28 de junho de 2016

O mar

De frente ao mar deixamos para trás todos os nossos pensamentos e pertubações, estamos em uma fronteira, divisa de mundos, ecótono de energias. A frente do mar nos vemos de frente com Deus, entramos em ligação com o mar e nos colocamos a sossegar entrar em ritmo com aquele imenso mar e toda a dinâmica daquelas águas. Assim, com a mente mais sossegada, podemos buscar respostas no coração, achar um ponto de equilíbrio entre nossos conflitos internos.

sábado, 18 de junho de 2016

Aquele olhar...

Triste é saber que aquele olhar não mirava lentes, não buscava através das lentes atingir aquele que mesmo distante, está, a pensar constantemente em um olhar que nunca teve na sua mais forte solidez... sempre filtrado por uma lente, sem o calor e sem união com sentidos além da visão.

Mas, olhando bem e conhecedor da profundidade de seu olhar, algo me levou a crer que aquele olhar mirava lentes... não tinha calor, não transpunha ao observador um sentimento, tinha até um leve tom melancólico.

O sorriso é enganador, nos serve de escudo quando não estamos completos... ele atrai olhares, para disfarçar seu olhar.

Os olhos nunca mentem, são janelas para o íntimo.
Os olhos quando tristes não casam com sorrisos... 
O olhar só combina sem estranhez, com o sorriso sincero e profundo...
O olhar...

sábado, 4 de junho de 2016

Sem medo de amar!!!

Só as crianças sabem o que procuram...

Quando adultos não sabemos o que queremos e o que seremos na vida das pessoas. Só as crianças sabem o que procuram, pois, tem no coração a inocência, o que as fazem amar e serem amadas, sem medo de ser feliz... Quando velhos perdemos a inocência, e por medo, as vezes deixamos de viver a plenitude de momentos únicos, pessoas únicas e histórias completamente mais intensas que as nossas atuais lembranças.

     Só as crianças sabem o que procuram...

            Na sua inocência seguem sem medo, vivem em intensidade.

                            Vivemos como adultos, mas, deveríamos amar feito crianças...

                                                                                          ...só as crianças sabem o que procuram.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos...

Como que amizade de infância, daquelas amizades marotas que guardam no coração um misto de amor e irmandade... Daqueles laços, quase que um nó dado entre almas.

Almas que mesmo sem nunca terem se visto se reconhecem em meio a multidão da capital, uma relação que vai muito além de uma simples passagem, que uma simples página escrita, onde o autor põe a estrela para apenas fazer uma breve passagem especial, uma única cena em uma história de vida...

Existem diversos tipos de amores. E quem disse que para ser amor tem de existir uma aliança!?

A nossa aliança é ainda maior, posto que pode ter sido frágil para separar o carnal, mas, o nó que foi dado antes mesmo de trocarmos duas palavras, antes mesmo de escutarmos o som da voz um do outro essa aliança é inexplicável.

Te ver partir é como que ver alguém cortar um nó cego e saber que pedaços de ambas as partes se perdem nesse corte... O que restaria seriam lembranças e cicatrizes para ambos os lados.

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos... "altos castelos".

Mas, se alguém me perguntar porque mudei, direi que sim, mudei, e foi aquela menina que "brincava comigo na pracinha tomando banho de mangueira" que me pôs diante de mim mesmo, e me fez refletir e entender o valor das palavras... O valor de um sentimento, o valor do "serumano" e provou que os vergões das feridas purificam o homem, e os açoites o mais íntimo do corpo.

Conseguiste atingir o mais íntimo do meu corpo, a ponto de deixar marcas na minha história que me conduzirão daqui em diante.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Deixe-me ir preciso andar...

E quando a força para ficar é maior que a vontade de partir, preciso partir a me encontrar, preciso rir para não chorar; porém a força que me prende onde eu estou supera a minha coragem de partir. Tenho medo de que os motivos que dei para que partisse sejam mais fortes que os que dei para que me aceitasse quando eu voltar.

Mas, é fato que preciso andar. Ir por aí a procurar, rir para não chorar.

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