Que fraqueza, nem sei porque eu ainda sorrio com isso. Tem horas que imploro sozinho e calado por um minuto de atenção dos meus, que de meus só tenho a certeza de serem sangue do meu sangue, devo ser muito carente por estar sempre a espera desse minuto utópico.
Me entristeço e ao mesmo tempo alegro-me em ver que a cada dia que passa eu evoluo mais, passo a não sofrer por essa ausência, e me entristeço pois a cada dia eu enxergo menos os meus familiares e passo a conviver comigo mesmo, eis a questão sozinho passamos a conviver com nossa imagem refletida em nosso interior.
Mas quem somos realmente?
somos agradáveis a nós mesmos?
Que caminho tomar para nos tornar a companhia ideal a nós mesmos?
O fato é que é preciso se desvincular do nosso ninho, cortar o cordão umbilical pela segunda vez pode ser ainda mais doloroso que o corte físico no ato do nascimento, mas os benefícios são muitos e o que nasce a partir desse ato só depende de nós mesmos.
Tomo o exemplo dos grandes, fazendo com colcha de retalhos o meu ideal, sempre guiado por minha essência, o que resta do que fui e o que rege o que serei no futuro, sempre certo de um propósito que eu não conheço, mas que sei estar sendo preparado a ele...
Enfim, aceitar meus conflitos e construir-me a partir deles é o que me resta...