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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos...

Como que amizade de infância, daquelas amizades marotas que guardam no coração um misto de amor e irmandade... Daqueles laços, quase que um nó dado entre almas.

Almas que mesmo sem nunca terem se visto se reconhecem em meio a multidão da capital, uma relação que vai muito além de uma simples passagem, que uma simples página escrita, onde o autor põe a estrela para apenas fazer uma breve passagem especial, uma única cena em uma história de vida...

Existem diversos tipos de amores. E quem disse que para ser amor tem de existir uma aliança!?

A nossa aliança é ainda maior, posto que pode ter sido frágil para separar o carnal, mas, o nó que foi dado antes mesmo de trocarmos duas palavras, antes mesmo de escutarmos o som da voz um do outro essa aliança é inexplicável.

Te ver partir é como que ver alguém cortar um nó cego e saber que pedaços de ambas as partes se perdem nesse corte... O que restaria seriam lembranças e cicatrizes para ambos os lados.

Foi breve sim, intensa e cheia de castelos... "altos castelos".

Mas, se alguém me perguntar porque mudei, direi que sim, mudei, e foi aquela menina que "brincava comigo na pracinha tomando banho de mangueira" que me pôs diante de mim mesmo, e me fez refletir e entender o valor das palavras... O valor de um sentimento, o valor do "serumano" e provou que os vergões das feridas purificam o homem, e os açoites o mais íntimo do corpo.

Conseguiste atingir o mais íntimo do meu corpo, a ponto de deixar marcas na minha história que me conduzirão daqui em diante.



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