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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Viver por Viver!

Se um dia eu perguntar por onde andei, direi que divaguei pelos becos e vielas estreitos que é o meu interior, vagando perdido, sem rumo e buscando um alguém que outrora conheci. Esse alguém um jovem de futuro promissor, educado e guiado pela retidão, criança de gênio curioso que estava sempre a tentar desvendar mistérios da natureza.

Agora adulto, segue preso dentro de um corpo alheio dominado por um estranho que nem sequer cuida de sua morada, esse garoto ainda segue preso e ainda clama por libertar-se; digo que não está longe, visto que seu hóspede já não tem interesse em sua carcaça simplória, creio que quando esse jovem ganha forças e luta, é o pequeno quem toma as rédeas de seu corpo e tenta colocá-lo no caminho.

Amanhã é um novo dia, e creio eu estarei mais próximo de voltar a ser quem fui um dia, devia ter evoluído aquele jovem e não ter entrado em sucessivos períodos de construção. Vivi uma vida mutável e pouco estável, visto que em cada batalha eu eliminava todos os que não me impulsionavam, todos os que se faziam figurantes em minha vida.

Não são de figurantes que precisamos em nossas vidas, precisamos de pessoas reais, pessoas que vivem e que fazem questão de te colocar em vida como um "ser vivo". Vemos todos em nossa volta seguindo um fluxo, levados por uma correnteza, onde não sabemos se vivem a vida ou se a vida os vive.

Afinal, vivemos a vida por viver ou pela vida?


Será que realmente vivemos a vida pela vida, ou simplesmente para não correr riscos tentando remar contra um fluxo de interesses impostos, por um padrão firmado em um ciclo de tendências e costumes sociais!

Como seria se experimentássemos nadar contra a maré, talvez seria como o ser que conseguiu se libertar da caverna de Platão, veria um novo mundo, no qual para o libertado seria um mundo melhor e para os padrões seria mais um louco vivendo diferente de como vive todos, seria um novo grupo.

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